FILHOS NO SÉCULO XXI – parte 2

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Email -- Filament.io 0 Flares ×

 

 

Vivemos uma crise na educação e em busca da origem do problema precisamos focar nos educadores e não apenas nos educandos. As crianças são estigmatizadas por alguns como intrinsecamente más, sem educação (como se elas tivessem obrigação de vir ao mundo, já educadas); alguns dizem das crianças que “elas não têm jeito mesmo”, como se algum fenômeno maligno se desse na concepção dos bebês da atualidade. Para outros, as crianças do século XXI nascem com “defeito de fábrica”.

A verdade, entretanto, é que elas vêem ao mundo da mesma maneira que os bebês dos séculos passados, mas não estão encontrando pais, educadores e líderes tão preparados e comprometidos como antes.

Este equívoco de foco faz com que muitos passem muito tempo tentando mudar as crianças e frustram-se por não obterem resultados significativos. Isso porque a origem do problema não está nos pequeninos, mas em seus pais. E esta realidade também está presente na igreja e nos ministérios que se propõem a trabalhar por elas.

Queixa antiga aponta as crianças, especialmente os adolescentes, como desinteressados, “não possuem nem estudam a lição da escola bíblica”, chegam atrasados, não vêem para os ensaios, que não se interessam por isso e por aquilo etc. É fato que há problemas, mas o foco não deve fixar-se apenas no aspecto existencial deles; é preciso direcionar a atenção e os esforços para visualizar maneiras de mudar este cenário que a cada dia está se tornando mais e mais preocupante.

Muitos já concluíram o que estamos afirmando aqui: o problema não está na criança em si, mas com um número significativo de pais (educadores e demais responsáveis). Esta certeza já é um avanço. O outro passo necessário a ser dado neste processo de conscientização é sobre o que o MCA pode fazer para levar estes pais a uma realidade diferente no qual a formação física, emocional, social e, sobretudo espiritual seja de fato a prioridade em sua vida.

Podemos crer que Deus está interessado em conduzir a área infantil de nossas igrejas de modo que ela consiga ajudar as nossas crianças a cumprirem Seu propósito para elas. Ele bem sabe do potencial de nossos pequenos e da importância da atuação das crianças na finalização da pregação do evangelho, por isso podemos afirmar que Deus tem planos para este ministério na Sua Igreja.

Na Igreja Adventista, há algum tempo a nomenclatura “Departamento Infantil” foi substituído por “Ministério da Criança e do Adolescente” e até esta aparentemente simples mudança revela um propósito importante: fazer do cuidado e da atenção aos infantis e adolescentes da igreja um ministério relevante que mereça a atenção dos líderes e pastores, alem dos pais.

A criança e o adolescente do século XXI, que em meio ao difícil contexto social, familiar e até religioso, é a mesma que irá contribuir significativamente com a pregação do evangelho. Tudo indica que é esta geração que em seus dias verá Jesus voltar; encontrará com Ele face a face vinda da grande tribulação. São estas crianças que fazem parte de nossas salas infantis e de nossas igrejas. É esta geração que necessita de professores que não estejam apenas preocupados em entreter as crianças e adolescentes 50 minutos a cada sábado enquanto acontece o “programa dos adultos”, mas sim em dedicar-se integralmente ao Senhor, para capacitar meninos e meninas a estarem prontos para serem usados poderosamente na obra de Deus.

 

 

 

ACOMPANHE A CONTINUAÇÃO DESTE ARTIGO, AMANHÃ.

 

Wélida Dancini

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Email -- Filament.io 0 Flares ×