FILHOS NO SÉCULO XXI

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O excesso de estímulos que a mídia transmite aos telespectadores (muitos deles nossos filhos e alunos) promovendo uma incrível precocidade no desenvolvimento infantil o que acaba por exigir uma estrutura emocional, social, biológica para o qual ainda não estão preparados.

            Os estimulantes, conservantes e excesso de hormônios que compõe os gêneros alimentícios oferecidos hoje, promovendo em crianças, doenças até então vistas somente em idosos ou quando muito, em adultos. Além da questão da saúde física é comprovada a influência deste tipo de alimentação estilo fast food no comportamento: na agitação e irritação percebidas de forma tão intensas nos adultos e crianças da atualidade.

            A terceirização da educação tem sido praticada em tantos lares, quando bebês e pequenas crianças passam a maior parte de seu tempo em creches ou escolas, enquanto outros são entregues para serem cuidados e educados por babás, avós, vizinhas, enfermeira ou pior, são entregues à televisão, games, internet etc.

O mercado de trabalho extremamente competitivo e a tirania do consumismo que engoda os pais para adquirirem cada vez mais objetos supérfluos, acumulando dívidas que os induzem cada vez mais ao trabalho e à busca de um melhor preparo acadêmico para fazer frente a esta competitividade e consumismo resultando no comprometimento de grande parte do seu tempo, energia, e atenção.

Neste cenário em que boa parte das mães também não possuem mais tempo para acompanhar o crescimento de seus filhos, pois também estão inseridas neste contexto competitivo, os filhos são relegados ao segundo ou terceiro plano na escala de prioridades dos pais.

O número de crianças que vivem em lares desestruturados é alarmante. Cresce o número de filhos de mães e pais solteiros, de adolescentes imaturos e irresponsáveis, de pais divorciados (inclusive dentro da igreja). Em decorrência disso aumenta a rotina de conflitos e violência doméstica. Casos de pedofilia se multiplicam; só para citar alguns exemplos do ambiente em que muitas crianças e adolescentes estão crescendo e recebendo formação.

Por estas e outras razões que não foram aqui elencadas é que precisamos concordar que realmente “as crianças de hoje não são como as de antigamente”. Não por que haja algum problema especificamente com as crianças do século XXI, mas por que:

  • O mundo de hoje não é mais o mesmo;
  • A escola de hoje não é mais a mesma;
  • Os professores e a pedagogia de hoje não são mais os mesmos;
  • Os programas infantis de televisão de hoje não são mais os mesmos;
  • A alimentação das crianças de hoje não é mais a mesma;
  • E principalmente por que: OS PAIS DE HOJE NÃO SÃO MAIS OS MESMOS.
Wélida Dancini

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