O impacto do divórcio para as crianças

O impacto do divórcio para os filhos
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O divórcio para as crianças: sabemos que a família é a primeira esfera na qual a criança se socializa. Todos os conceitos, paradigmas e construções têm sua origem no núcleo familiar de que participa. É ali que ela aprenderá a se relacionar, a respeitar, a amar, a viver. Também é da família que ela espera conseguir suprir todas as suas necessidades (físicas, mentais, emocionais, sociais e espirituais) para tornar-se um indivíduo plenamente desenvolvido.

Quando o núcleo familiar se quebra toda estabilidade emocional da criança se desestrutura dando origem aos desajustes da personalidade. “As desavenças conjugais, as irritações, as censuras mútuas, a autoridade desequilibrada e os repetidos transtornos deixam uma marca negativa na criança, que se sente assustada e impotente sem saber o que pensar”. Todos estes transtornos que vivencia e acompanha dentro de casa tornarão pouco a pouco a criança apática, sem interesse, com muita dificuldade de relacionamento com os outros.

O impacto do divórcio

O processo de divórcio dos pais causa muita angústia na criança e ela se sente culpada como se fosse o motivo desta ruptura, até por que “raros casais têm condições de continuar se relacionando como amigos. Então, os filhos começam a culpar os pais pela situação e os pais culpam os filhos. Todos se desentendem”. Estudos recentes comprovam que 1 em cada 3 crianças com pais separados apresentam síndromes depressivas. Na Espanha, verificou-se que há 35 mil casamentos desfeitos. Destes, 73% possuem crianças. Entretanto, depois que acontece a separação, os conflitos ainda continuam:

  • Dinheiro e pensões passam a ser um problema;
  • Os filhos são motivos para brigas entre os pais;
  • Brigas pela custódia ou pela não-custódia;
  • Síndrome do Fim de Semana, na qual muitas vezes a espera pelo progenitor é vã e a criança começa a se sentir rejeitada e mal amada.

E, assim, os vínculos afetivos e emocionais vão se deteriorando. Como consequência, a criança começa a sentir insegurança a respeito de questões como:

  • Quem vai cuidar de mim?
  • Onde iremos morar?
  • Onde o pai/mãe irá morar?
  • Teremos dinheiro suficiente para nossas necessidades?
  • O que meus amigos vão dizer de minha família?
  • Serei rejeitado por meus amigos, familiares ou professores?

Muitos pais desconhecem ou não levam em consideração toda repercussão que uma separação causa na vida dos filhos. Nos Estados Unidos metade das crianças está vivendo separada de um dos pais. No Brasil esta realidade não difere muito. Principalmente por influência da mídia. “Só desejo lembrá-lo de que você precisa prestar muita atenção em seus filhos durante todo o processo. Se não fizer isto, eles vão sofrer”.

Os filhos sempre esperarão que isto ocorra com seus amigos ou vizinhos, mas nunca com eles. “Mesmo que a notícia seja dada aos poucos e com gentileza, a reação é quase sempre a mesma: choque, seguido de negação, depois ira, medo, baixa auto-estima e depressão”. Ainda é comum acontecer a atitude de a criança culpar-se pela separação dos pais. É fato que quanto mais amadurecida for a criança tanto melhor será a forma com que a mesma enfrentará e superará a separação dos pais. Ainda que este tema seja tão explorado, divulgado e comum em nossa sociedade, as crianças nunca estarão realmente preparadas para passar por esta situação.

Wélida Dancini

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