Refletindo Sobre A Influência da TV 

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 Jorge Mário tem 3 anos, ao acordar se dirige imediatamente à sala de TV. Seu programa preferido são os desenhos animados. 

Camila tem 13 anos, estuda pela manhã, faz inglês à tarde, mas sempre consegue vir correndo para casa em tempo de assistir seu programa de televisão preferido: as novelas que contem aventuras de adolescentes. 

Marli tem 38 anos, trabalha o dia todo. Ao chegar em casa no final do dia sua distração são as novelas que a levam a um mundo irreal de fantasias amorosas. 

Carlos tem 58 anos, está quase para se aposentar. Não perde por nada os telejornais e o futebol na telinha. 

Independente da idade, ou do tipo de programa, boa parte das famílias vive ao redor da TV. A comunicação quase que morreu em muitos lares, pois estão ocupados ouvindo um aparelho que fala sozinho e molda pensamentos, atitudes, gostos e hábitos. 

Não importa qual o nível social da família, praticamente em todos os lares há ao menos uma televisão. Hoje, boa parte da população já possui mais de um aparelho, a fim de evitar conflitos sobre qual programação assistir. A família quase não conversa e o pouco que se falavam era para discutir quem teria a preferência de escolha da programação que toda a família iria assistir. 

Obviamente que ainda é possível encontrar coisas boas na TV. Entretanto é preciso refletir sobre muitas questões que envolvem este assunto. Quanto tempo sua família tem dedicado a esta atividade? Como está o diálogo em casa? Quanto tempo vocês estão dedicando para lazer em família? Que tipo de programa estão assistindo? Que tipo de influência a televisão está exercendo sobre vocês? “O tempo livre da criança é ocupado pela telinha mágica, fonte de prazer e pouco estimulante para o seu desenvolvimento proposto pelas TVs comerciais”1. 

Em muitos lares a TV substitui o hábito da leitura, o tempo de conversa com os pais, o desenvolvimento social. Para alguns ela assume o papel de mãe, de babá, de pai. De acordo com especialistas, “não há como escapar à onipresente influência da mídia. Onde quer que desejemos notícias, informação ou entretenimento, metade de nosso tempo de vigília é ocupado pelo consumo de conteúdo mediado”2 

 Além do problema relacionado a que tipo de programa se está assistindo, ainda há um outro agravante. Por vezes, o programa até é bom, entretanto, nos intervalos comerciais, nossos filhos são bombardeados com propagandas que induzem à alimentação inadequada, estímulos ao consumismo, estilo de vida divergente dos princípios da família. 

 

PARA REFLETIR: 

  1. Quanto tempo nossos filhos passam assistindo TV? 

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  1. Que tipo de programação eles estão assistindo? 

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  1. Quanto tempo nossos filhos estão nos games? 

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  1. Que tipo de influência essas tecnologias estão causando em nossos filhos? 

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  1. Que mudanças precisamos fazer quanto ao uso da tecnologia em nossa casa? 

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Imagem: Freepik

Wélida Dancini

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